Faço artes plásticas porque gosto de mostrar aos outros o que mais me atrai ou tenha algum significado. E assim descobri na arte plástica um meio de comunicação com as pessoas, incrementando minha forma de vida social.

Faço uso de técnicas visuais contemporâneas, por meio de ensaios próprios, com ênfase à impressão digital de fotografias que faço de minhas gravuras e pinturas.

Minha arte resulta de uma mistura de todas as artes que experimentei, desde 2004. A medida que faço fotografias de xilogravuras, aquarelas, pinturas com tinta acrílico e a óleo e pinturas a lápis, também interfiro a mão nessas fotografias que faço, muitas vezes com colagens de papel. Em determinados resultados artísticos que obtenho chego a utilizar aplicativos computacionais nas fotografias de minhas obras, seja para realçar/trocar as cores das pinturas ou para obter efeitos especiais sobre as mesmas.

Todas as fases de minha carreira artística deram sua contribuição para a fase atual, desde as experiências de desenho copiado das obras feitas por pintores clássicos, na Escola de Arte São Paulo, o aprendizado em esculturas em cerâmica, arame e gesso na Faculdade de Belas Artes, e aprendizado em esculturas em madeira e pinturas em aquarela no Ateliê OCA, em São Paulo. O conhecimento adquirido em História da Arte no Museu de Arte Moderna e na Galeria Mali Villas Bôas também foram importantes. Na fase atual de minha carreira pesa muito a composição própria de minhas obras artísticas, pois por meio delas exprimo meus sentimentos e meus anseios pessoais.

Não há artistas que me influenciaram ou me inspiram. O que há são artistas que admiro, visto terem trabalhado na mesmo estilo que ora utilizo e numa época que o desvio artístico era relutante ou punido pela sociedade. São artistas que me identifico pois me mostram que a maneira de fazer arte passa pelo incômodo de se estar só, sem obras comparativas a darem um rumo para sua obra.


Artistas que descumprem as condutas acadêmicas, muitas dessas condutas limitadoras da criatividade artística. Como, por exemplo, aquelas condutas que esperam dos artistas uma única técnica e estilo de pintura.


Admiro artistas que criam obras apesar do risco de serem desprezados ou de perderem oportunidades financeiras mais vantajosas, pois o que lhes prevalece é a necessidade muito grande de expor seus sentimentos em suas obras.


Entre esses artistas destaco: Picasso, o qual vejo como um artista eclético que não se prendia a um único estilo e técnica. Destaco também o expressionista August Mack, pelo contraste de cores que utilizava e por sua influência fauvista. E Henri Matisse que admiro a medida que pintava paisagens e tinha a arte como alegria de viver em suas aquarelas, pinturas a óleo, guaches sobre papel recortado, a exemplo de suas obras “Lembrança da Oceania” e “Nú azul III”.